FAQ’s na Linha 800

São estas as questões mais colocadas e que mais dúvidas suscitam na Linha de Informação e Aconselhamento sobre VIH/SIDA da Associação Abraço:

1. Onde fazer o teste de rastreio ao VIH ?

De uma forma Geral aconselhamos a realização do teste num dos CADs (Centro de Aconselhamento e Detecção). Estes centros garantem a realização do teste de forma anónima, confidencial e gratuita, não sendo necessária marcação prévia, basta comparecer nos dias e horas estipulados.
Estes centros encontram-se distribuídos de norte a sul do país, pelas capitais de distrito.
Para informação mais em concreto sobre os locais, dias e horários, aconselhamos a contactar a Linha de Apoio da Abraço   800 225 115   ou a Linha SIDA   800 26 66 66  .

2. Após uma situação de risco, quando fazer o teste?

Após a situação de risco, é necessário decorrer um período de tempo, que designamos por “período de janela”, até que seja possível fazer a pesquisa de anticorpos para VIH; esse período vai de 6 a 8 semanas e, após este período, é possível efectuar um teste com toda a segurança.

3. Quais as práticas sexuais de risco na transmissão do VIH?

Ainda hoje, passados mais de 20 anos da descoberta deste vírus e da forma como se transmite, esta continua a ser uma das questões mais colocadas na nossa Linha.
A prática do sexo oral é realmente a que levanta mais dúvidas na transmissão desta infecção, no entanto tentamos esclarecer de forma clara e breve.
A prática do sexo oral é uma prática de risco, para quem a efectua, ou seja, para quem entra em contacto com o órgão genital, seja o pénis ou a vagina.
Em relação às restantes práticas, penetração vaginal ou anal, elas têm que ser protegidas pelo uso do preservativo, tanto por quem penetra como por quem é penetrado.
A masturbação entre parceiros, não é tida como uma prática de risco.

4. Que cuidados deve ter no relacionamento com uma pessoa seropositiva?

No convívio familiar, amigável ou profissional, surgem dúvidas quanto aos cuidados a ter para com o indivíduo seropositivo.
Não existe qualquer risco de transmissão do vírus no convívio familiar, amigável ou profissional.
E o beijo é ainda colocado como sendo ou não uma situação de risco, assim como a partilha de roupas, loiças e até mesmo a troca de carícias, ao que respondemos que não.

5. Até que ponto o contacto com o sangue de um seropositivo é uma situação de risco?

O contacto com sangue infectado, representa risco, se houver contacto deste, com as mucosas ou com uma ferida aberta.
A pele protege-nos, funciona como se fosse um “escudo” ou seja o vírus não penetra através da pele saudável.
O vírus não é resistente fora do organismo, ou seja cópias do vírus existentes em determinada quantidade de sangue, exposto ao ar, não resistem mais que alguns minutos, dependendo de algumas condições, como, por exemplo, a temperatura do ar ou quantidade de sangue.

6. Tive um “acidente” com um preservativo. Que posso fazer?

De uma forma mais simples, o que nos perguntam é o que fazer após o rompimento de preservativo, em que se fica exposto ao risco de transmissão do vírus.
Existe um programa, chamado profilaxia pós-exposição, que está acessível a quem tenha estado exposto ao vírus, por acidente com preservativo, relação sexual desprotegida, violação ou ainda por acidente/partilha de material de injecção.
Este programa deve ser iniciado o mais breve possível, após a situação de risco, de preferência nas primeiras 4 horas, no máximo até às 72 horas.
Para tal, deve dirigir-se às urgências hospitalares, onde lhe será administrado o programa, que consta de um tratamento com medicamentos anti-retrovirais, durante 30 dias e rastreio ao VIH, no dia em que inicia tratamento, chamado o teste do “dia 0”, um outro teste aos 30 dias e um último teste aos 60 dias. Este programa não tem quaisquer encargos monetários para o utente.

7. Qual a esperança de vida de um seropositivo?

Actualmente, existe um controlo da infecção, através do tratamento e realização de exames complementares de diagnóstico, em consulta hospitalar.
O diagnóstico precoce e a adesão correcta ao tratamento, pode permitir ao indivíduo seropositivo manter o seu sistema imunitário em valores “normais”.
A adesão ao tratamento pode não ser fácil. É necessário, por vezes, adoptar um estilo de vida saudável e que facilite essa adesão e consequentemente a sua eficácia.
Tanto o tratamento como todos os exames complementares são completamente gratuitos.
Ninguém pode estimar a esperança de vida de uma pessoa seropositiva; dela depende, em primeiro lugar, a já referida adesão ao tratamento e o seu estilo de vida.
Existem pessoas que são seropositivas há mais de 20 anos, sem nunca terem tido SIDA.

Ser seropositivo ou portador do VIH, não significa ter SIDA.